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#day60 – nos fóruns da vida

Há quem diga que vivemos em gaiolas. Que a media nos comanda os dias e a informação. Há quem fale em manipulações e interjeições acumuladas. Há quem fale de tanta coisa e não diga nada. Absolutamente nada. Num vazio de conteúdo tão cheio de si mesmo que se perde em abstrações sem valor.

Prefiro contar com o “pelo na venta” e o murro na mesa. A acção com discernimento e a verdade entalada na garganta. Prefiro contar com o mundo e a forma como ele nos fala. Prefiro contar mais com a simbologia da linguagem corporal do que com as palavras soltas que para aí andam. Gosto de coisas inteiras, inteiras pq se foram colando os pedaços. Não porque nasceram perfeitas. Gosto da beleza desses pedaços soltos mas colados. Desses vectores entrelaçados. Dessas setas a apontar para o que importa. Essa mão a mostrar o caminho. Dada. Sempre dada. Gosto essencialmente dos espaços abertos que dão azo a encontros inesperados. A conversas que não podiam ser adiadas. Tão urgentes que se pára o tempo nelas. Que se para tudo. E se recomeça.

Já agora, acerca do tempo: que se aproveite o tempo para fóruns e caminhadas sem destino. Que se aproveite o tempo para amar sem condições. Que se aproveite o tempo para se estar e se ser. Pq dizem que o tempo não volta mais, e se gasta na vida. Dizem que se gasta a vida com coisas poucas. Pequenas.

Então que se viva do grande. Que se viva do tempo e do que ele nos traz em oportunidades para viver. Assim. Desmesuradamente.

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