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#day220 – O mais importante é amar-se nas pequenas coisas, porque as grandes, crescem a partir

Não vale a pena amar à superfície. Ficar à margem dos nossos próprios sentimentos. Para se amar, tem que se amar com tudo. E nas pequenas coisas. Nos pequenos detalhes. Naquele trejeito que faz quando sorri, naquele olhar que nos desmonta, ou na forma como toma o café, todas as manhãs.

Ama-se, como se amava o brinquedo preferido quando éramos crianças. E tratávamos essa peça como sagrada. Tínhamos tanto carinho por ela, que nos acompanhava para todo o lado, só porque nos fazia os dias muito mais felizes.

É por isso que gosto de amar como amo o mar. Quando mergulho até perder o fôlego, e me perco nas vistas submarinas constantes. Gosto de vir à tona e regressar. Voltar a mergulhar dentro, só para ver novos mundos e novas passagens. Só para me inspirar na biodiversidade do outro. Só para me encantar com os novos ecossistemas presentes.

Gosto acima de tudo de nadar até perder de vista a costa, porque me encanta o alto mar. Encanta-me o desconhecido e o estar à deriva. Nunca saberei porque gosto tanto do incerto do meio do Mar. Mas sei que ele é como o amor. Vasto e vibrante. Sólido e constante. Seguro e desafiante. Mas acima de tudo, é quando olho para os pequenos reflexos do sol nas suas ondas, e identifico tal beleza singular, que vejo naqueles milhares de pontos de luz, o conjunto do espectáculo cintilante que cria. E, posso assim em deleite afirmar, que amo, como se ama em alto mar. 💕

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