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#day173 – acerca da nudez

Muitas vezes me pergunto porque temos que nos cobrir. Porque temos que mascarar impulsos e vontades por forma a nos enquadrarmos socialmente.

Percebo quando nos vestimos por gosto, percebo quando temos peças de roupa que nos trazem higiene, ou agasalhos que nos abrigam do frio.

Não percebo quando somos obrigados a tal. Muitas vezes me encontro despida. Despida de julgamentos, lembranças, ou ambições. Despida de sapatos, biquínis ou casacões.

Gosto desse despojamento que nasce da vontade extrema de despir a alma, e não compreendo porque tanta gente se veste tanto fisica e emocionalmente.

Mas depois se saio à rua de alma despida, sinto-me desagasalhada, desprotegida. Enquanto mulher não me posso dar a esse luxo. De simplesmente caminhar “nua” porque sim. Não é permitido. A tensão masculina ataca e os olhares femininos perseguem. Como se a nudez de espírito fosse uma ameaça à integridade pessoal. Ameaça à verdade dos nossos passos.

Para mim um corpo é isso mesmo: um corpo. Nada mais. E uma alma é a nossa essência. Porque têm ambos que andar cobertos quando na verdade precisam da liberdade de movimento de serem simples ao ponto de poderem andar nus quando quiserem.

Não percebo os agasalhos. Sufocam-me os laivos de satisfação de quando me apanho “Incautamente” despida.

Nascemos nus. Crescemos vestidos. Morremos cobertos. Em tantos, tantos níveis.

Por isso a nudez para mim não devia ser tabu. Devia ser uma consequência de amor aos nossos corpos, físicos e emocionais. Só isso. Como aliás tudo na vida deve ser: “Só” Amor. 💕

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